Por que Trança-Rimas?

Quero que você me responda, sem delongas,
O que é um trança-rimas, afinal de contas?

Bem, para entender isso,
Preciso que saibam com viço,
De Tatiana Belinky, minha mentora,
E eterna musa inspiradora.
Agora me foge à memória,
Quem a intitulou outrora.
Se foi marido ou pai o tal,
Que a nomeou “Trança-rimas” oficial.

Dissera: Poeta, Tati, tu és não,
Mas juntas palavras que tens à mão.
Fazendo troça sem esforço,
Isso sim é um colosso!
Combinações pra lá de engraçadas,
E brincadeiras mui temperadas.
São mesmo muito chiques,
Estes tais limeriques.

Pois tudo isso ela me ensinou,
Com muito cuidado explicou.
E eu que nunca fui muito chegado,
Em poesia, sequer iniciado.
Tudo que fiz até hoje de poema,
Foi parodiar e politizar o tema.
Mas, poesia mesmo que é bão,
Isso eu não sei não.
Agora, quanto a rimas trançar…
Isso aí, eu fui dela puxar!

E, assim, tudo se justificou:
O título para mim passou.
Ou será que seria melhor pensar
Em um título melhor a encaixar?

Acho que você já percebeu,
Que para trançar rimas como eu,
Não precisa tanto de métrica,
Basta apenas uma fonética.
Da qual a Tati muito gostava
E sem qualquer dó abusava.

E assim, aqui vou eu,
Por este mundo de Deus meu,
trançando rimas sem demora,
fazendo troça a toda hora!